terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Mais revisão com orquestra


Garage a Trois, «Bear no Hair», ao vivo em Live Oak, na Flórida, no Bear Creek Music Festival, a 11 de Novembro de 2011.
Música do álbum Outre Mer, 2005, que acompanha frequentemente as minhas revisões.

Se quiserem ouvir...

sábado, 15 de dezembro de 2012

Desavergonhada

«Gralha» é o nome de uma ave semelhante ao corvo. Considerada fatídica, é também uma ave facilmente notada, por ser muito barulhenta.
 
Certamente por estes motivos, «gralha» é também o nome dado, em Portugal e no Brasil, aos erros tipográficos: «...troca duma letra por outra, na omissão duma palavra ou de parte duma frase, na repetição dum vocábulo, na transposição duma ou mais linhas, na supressão dum espaço, na intromissão de letras doutro tipo, na má divisão de palavras, etc.»

 



«Quase todos os revisores têm a impressão de que as terríveis gralhas, sob os seus olhos, como que capricham em passar despercebidas, inocentes, nonchalantes, dissimulando-se como que à socapa (...) as gralhas ostentam-se atrevidas, radiantes, traiçoeiras, quando o livro já está impresso, mais garridas parecendo ao surgir a obra nos escaparates das livrarias. E tem-se até a sensação de que, quanto mais fina é a qualidade do papel empregado e mais nítida a impressão do livro, com mais realce e espavento se saracoteiam as desavergonhadas, como que a zombar de autores e revisores, numa altura em que não há correcção possível.»

VIEIRA, Alexandre e PIÇARRA, Gonçalves, Como se Corrigem Provas Tipográficas. Lisboa: Albagráfica, 1951.
AUGÉ, Marc, Não-Lugares, trad. Miguel Serras Pereira. Lisboa: Livraria Letra Livre, 2012.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Corrigir: Vidro




Às vezes, tenho a estranha sensação de que este meu ofício de revisora ultrapassa as provas que leio para se instalar nos absurdos e nas incoerências do quotidiano.

* Para sublinhar o insólito da situação, devo acrescentar que, no momento da fotografia, o limpa-pára-brisas estava a trabalhar.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Por becos e vielas

A toponímia é a parte da onomástica que estuda os nomes próprios de lugares. Assim, um topónimo é um nome geográfico, seja de regiões, de cidades ou de lugares.

Num recente passeio pelos arredores de Viseu, descobri que, na toponímia urbana, além de rua, avenida, alameda, praça, largo, travessa, estrada, calçada, ladeira, beco, existe também a quelha, que é uma viela estreita.



Até há pouco tempo, a regra era grafar os topónimos sempre em caixa alta (maiúscula). Porém, o novo acordo ortográfico prevê a opção de maiúscula ou minúscula na categorização de logradouros públicos. Deste modo, podemos escrever «Quelha das Hortas» ou «quelha das Hortas».
 

Dicionário do Português Atual Houaiss. Lisboa: Círculo de Leitores, 2011. 2 Vols.
PINTO, Paulo Feytor, Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. 2.ª Ed. Lisboa: Imprensa Nacional, 2010.


sábado, 16 de junho de 2012

Sub-aspirante

A hierarquia militar é um assunto pelo qual sinto um total desinteresse. Naturalmente, nunca me entendi com as diferenças entre patentes; muito menos com a distinção destas em função dos respectivos ramos das Forças Armadas. Há tempos, porém, vi-me forçada a esmiuçar este assunto.
Existe, então, o Exército, a Marinha e a Força Aérea, e para cada uma destas forças armadas existem três categorias de patentes: praças, sargentos e oficiais. Em todas existem cabos, sargentos, tenentes, capitães, muitos hífenes e aspirantes. Na Marinha estão os nomes mais curiosos: grumete, marinheiro, comodoro e almirante. O Exército e a Força Aérea têm as maiores semelhanças de patentes: soldado, furriel, alferes, major, coronel, general. No exército há brigadeiros; na Força Aérea, cadetes e marechais.

Feita a pesquisa, mantive a minha dúvida, de principiante. Em nenhuma listagem aparecia o «comandante»; bastava ter “olhado” para a palavra... «Comandante» é aquele que comanda, o que dirige. É o título dado ao oficial que comanda, independentemente de arma ou patente.

 
Dicionário do Português Atual Houaiss.Lisboa: Círculo de Leitores, 2011. 2 Vols.