quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Por becos e vielas

A toponímia é a parte da onomástica que estuda os nomes próprios de lugares. Assim, um topónimo é um nome geográfico, seja de regiões, de cidades ou de lugares.

Num recente passeio pelos arredores de Viseu, descobri que, na toponímia urbana, além de rua, avenida, alameda, praça, largo, travessa, estrada, calçada, ladeira, beco, existe também a quelha, que é uma viela estreita.



Até há pouco tempo, a regra era grafar os topónimos sempre em caixa alta (maiúscula). Porém, o novo acordo ortográfico prevê a opção de maiúscula ou minúscula na categorização de logradouros públicos. Deste modo, podemos escrever «Quelha das Hortas» ou «quelha das Hortas».
 

Dicionário do Português Atual Houaiss. Lisboa: Círculo de Leitores, 2011. 2 Vols.
PINTO, Paulo Feytor, Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. 2.ª Ed. Lisboa: Imprensa Nacional, 2010.


sábado, 16 de junho de 2012

Sub-aspirante

A hierarquia militar é um assunto pelo qual sinto um total desinteresse. Naturalmente, nunca me entendi com as diferenças entre patentes; muito menos com a distinção destas em função dos respectivos ramos das Forças Armadas. Há tempos, porém, vi-me forçada a esmiuçar este assunto.
Existe, então, o Exército, a Marinha e a Força Aérea, e para cada uma destas forças armadas existem três categorias de patentes: praças, sargentos e oficiais. Em todas existem cabos, sargentos, tenentes, capitães, muitos hífenes e aspirantes. Na Marinha estão os nomes mais curiosos: grumete, marinheiro, comodoro e almirante. O Exército e a Força Aérea têm as maiores semelhanças de patentes: soldado, furriel, alferes, major, coronel, general. No exército há brigadeiros; na Força Aérea, cadetes e marechais.

Feita a pesquisa, mantive a minha dúvida, de principiante. Em nenhuma listagem aparecia o «comandante»; bastava ter “olhado” para a palavra... «Comandante» é aquele que comanda, o que dirige. É o título dado ao oficial que comanda, independentemente de arma ou patente.

 
Dicionário do Português Atual Houaiss.Lisboa: Círculo de Leitores, 2011. 2 Vols.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Cão mongol

«Canato» é uma palavra curiosa. Não consta no Houaiss, dicionário que tenho em muito boa conta, nem no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. Foi no Metro 2033, de que já falei antes, que deparei com a palavra. Descobri o significado no Priberam.

«Canato» é um território governado pelo cã. «Cã» é o título dos imperadores mongóis, descendentes de Gengis Khan. Nalgumas províncias da Ásia Central, o cã é o oficial comandante ou o governador.

Gengis Khan foi um dos mais conhecidos conquistadores. Foi guerreiro e líder mongol, e unificou diversas tribos nómadas da Mongólia, tornando-as aquilo que viria a ser o Império Mongol, que depois se estendeu pela Ásia até ao mar Adriático.

Na Wikipédia (e não só) o nome «Gengis Cão» aparece como uma alternativa ao nome de Gengis Khan. Além da questão fonética, não descubro outra razão para tal acontecer...

COSTA, J. Almeida; MELO, A. Sampaio e, Dicionário da Língua Portuguesa. 8.ª Ed. Porto: Porto Editora, 1999.
Dicionário do Português Atual Houaiss. Lisboa: Círculo de Leitores, 2011. 2 Vols.
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. 2010. www.priberam.pt
Infopédia. Porto: Porto editora, 2003-2012. www.infopedia.pt
GLUKHOVSKY, Dmitry, Metro 2033, trad. Pedro Garcia Rosado. Lisboa: Gailivro, 2011.
Wikipedia. www.pt.wikipedia.org

terça-feira, 22 de maio de 2012

A minha laranjeira

Mais uma aprendizagem com o livro de Orlando Ribeiro.

«Dendroclasta» ‒ Adjectivo. Que ou quem é indiferente à vida ou à preservação das árvores.

A palavra deriva do grego «déndron», árvore, e do latim «claustru», fechadura de porta, ferrolho; barreira, vedação; clausura; obstrução.


Dicionário do Português Atual Houaiss. Lisboa: Círculo de Leitores, 2011. 2 Vols.
MACHADO, José Pedro, Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa. 6.ª Ed. Lisboa: Livros Horizonte, 1990. 5 Vols.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Velhos são os trapos

«I have since published his entire work.»  / «Desde então, publiquei toda a obra dele.»

A frase não era bem assim, mas o exemplo serve. A palavra inglesa «since» não é um “falso amigo”, e a sua tradução não parece oferecer dificuldades de maior; desde, desde então. Não fosse a incongruência que originava no texto, e que não me pareceu que fosse um lapso do autor, e teria passado. A palavra tem, no entanto, outros significados.
Folheei diversos dicionários (de inglês e bilingues) sem conseguir deslindar o caso. Foi no meu velhinho dicionário de inglês/português que “apanhei” o significado que procurava: «Depois, posteriormente: the house has been sold since.» Também o Merriam-Webster online apresenta esta alternativa: «After a time in the past: subsequently ‒ has since become rich


VALLANDRO, Leonel; VALLANDRO, Lino, Dicionário Ilustrado Verbo Inglês Português. São Paulo: Verbo-Globo, 1976. 2 Vols.